terça-feira, julho 06, 2010

Equilibrio

Esse sentimento cansa. Essa agonia no peito corrói, machuca, dói e cansa. Esse sentimento enjoa. Essa agonia no peito sufoca, irrita, desespera e cansa. Esse cansaço me enjoa, me cansa e me mata.

Por que não posso ser um grão? Por que não posso ser poeira estelar? Por qual motivo eu preciso ser eu, se ser eu não esta me fazendo o bem que deveria estar fazendo. Por que quase nunca somos o que desejamos ser? É tão frustrante.

Eu queria um traço reto, sem atritos e declives, pra poder seguir em frente, pra me guiar e chegar onde as retas paralelas se encontram. Eu queria um céu, um céu branco, onde eu pudesse desenhar minhas loucuras, pintar meus desejos, e fazer rascunhos das minhas tristezas. Eu queria um mar amargo, e umas infinitas ‘milhas’ de areia de açúcar. Mas nada que adoçasse o meu mar.

Queria um rumo certo, um coração leve, uma respiração contínua, uma felicidade suave e uma dor desprezível. Queria um amor, um doce amor. E um café, um dos mais amargos, acho que preciso de equilíbrio interno.

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