domingo, julho 25, 2010

Desprezo

Ja nem sei se é falta de criatividade, falta de amor, falta de paciência, ou falta de você. Tambem não sei se é excesso de pensamento, excesso de dor, excesso de tudo que quando transborda não aparenta ser nada. Só um pouco de tristeza que merece total desprezo para que não se manifeste.

Essa falta, ou esse excesso ta me deixando vazio. Tão vazio quanto essas palavras. Da vontade de cravar o dedo no backspace e ir embora daqui, sem nada postar, sem nada dizer. Porque essa porcaria que tenta se comunicar aqui dentro, só pulsa errado, e quando eu tento escuta-lo, eu juro que não entendo. E se entendo, eu ignoro. Sabe como é, né? Desprezo para que não se manifeste, é assim que funciona quando tudo o que ele tem a dizer são as mesmas coisa, as mesmas palavras. as mesmas dores.. Eu ja estou cansado de saber disso, hm.

terça-feira, julho 06, 2010

Equilibrio

Esse sentimento cansa. Essa agonia no peito corrói, machuca, dói e cansa. Esse sentimento enjoa. Essa agonia no peito sufoca, irrita, desespera e cansa. Esse cansaço me enjoa, me cansa e me mata.

Por que não posso ser um grão? Por que não posso ser poeira estelar? Por qual motivo eu preciso ser eu, se ser eu não esta me fazendo o bem que deveria estar fazendo. Por que quase nunca somos o que desejamos ser? É tão frustrante.

Eu queria um traço reto, sem atritos e declives, pra poder seguir em frente, pra me guiar e chegar onde as retas paralelas se encontram. Eu queria um céu, um céu branco, onde eu pudesse desenhar minhas loucuras, pintar meus desejos, e fazer rascunhos das minhas tristezas. Eu queria um mar amargo, e umas infinitas ‘milhas’ de areia de açúcar. Mas nada que adoçasse o meu mar.

Queria um rumo certo, um coração leve, uma respiração contínua, uma felicidade suave e uma dor desprezível. Queria um amor, um doce amor. E um café, um dos mais amargos, acho que preciso de equilíbrio interno.

terça-feira, junho 29, 2010

Quase nada

Dai eu resolvi escrever nos meus momentos não úteis. Tentar ser produtivo em algo, embora eu considere isso um tanto quanto, complicado. Improdutividade ou inutilidade, como você preferir, era um dos meus pontos fortes, bem forte. Eu conseguia ser o inerte dentro dos movimentos mais bruscos, a partir daí, eu conseguia ser tudo que eu não queria ser.

Eu era a noite estrelada que prometia um intenso calor ao amanhecer, ou mesmo um céu nublado, que escondia teu luar, e tornava o resto do teu dia cinza. Eu era o incompleto, o relógio que parou antes de dar uma volta de 360°, ou o livro que você parou de ler, e sequer lembra do titulo. Sou eu o esquecido que vem te lembrar que eu não existo, embora lembrar de alguém que não exista, é praticamente não lembrar, mas sou eu, o esquecido que você esqueceu faz tempo. Sou eu também o vento frio que toca teu rosto nas manhãs chuvosas, e que te faz fechar as janelas, expulsando minha presença. Eu sou quem te incomoda. Ou que na minoria das vezes te faz sorrir. Mas a verdade é que as vezes, eu não sou quase nada.

quinta-feira, junho 24, 2010

Ânsia

Quanto mais eu fujo dessa situação, mais ela vem ao meu encontro. Mais ela me sufoca. Mais, mais e mais. Como se minha dor estivesse se intensificando enquanto eu a ignoro. E quando eu admito que ela esta ali, meu Deus, como dói. Como sufoca. É preciso parar, e recordar de como se respira.

É incrível esse habito que criei de fugir de você, de fingir que você não existe. De evitar sua imagem, seu nome, suas iniciais, de evitar tudo que me lembra você. Por que quando eu lembro de você, o coração aperta, e eu lembro do que eu quero esquecer, aquela imagem que não sai da minha cabeça, e que hoje, agora mesmo, eu poderia desenhar com uma exatidão espantadora.

Escuto diversas vozes por ai, sussurrando em meus ouvidos: Não guarde mágoa, não fique com raiva, não fique assim, fique calmo, vai passar, vai melhorar, vai ficar tudo bem.
Tantos sussurros, tantas lágrimas, tanta indiferença comigo, indiferença da sua parte com a minha pessoa. Logo com a minha pessoa, M.

Era eu, aquela pessoa era eu. Aquele coração que você empurrou pro canto do quarto era o meu. Aqueles olhos eram os meus, meus olhos.. Que estavam vendo o que você falou que eu não ia ver. Como você pode? Como pode ser tão.. Nojenta. Eu tenho ânsia ao ouvir seu nome, tenho ânsia ao lembrar de você, tenho ansiá ao saber que você existe. Da vontade de vomitar. Da nojo.

quarta-feira, junho 23, 2010

Desliga

Meu mundo esta dividido, como se houvesse uma linha invisível o cortando ao meio. Como se houvesse um botão de liga/desliga, em minha pele. Liga no mundo um, desliga e vai pro mundo dois. É incrível como o ser humano tem a capacidade de fugir dos seus medos, das suas dores, de si. Incrível mesmo é como eu tenho feito isso. Parece tudo um faz de conta.

Fazem quatro dias que eu venho tentando escrever, quatro dias que eu venho aqui e fecho a pagina automaticamente, pra não me deparar com a dor que eu escrevi. Quatro dias fugindo de palavras. Quatro dias fugindo de lembranças, de imagens que correm atrás de mim e sorriem. Eu as empurro pra debaixo do tapete, e finjo que não tem nada ali, só poeira. Dai eu aperto aquele botão. Desliga. E viajo pro mundo dois.

Naquele mundo, o dois, onde eu existo sem existir, não existe eu. Não existe um eu com um coração capotando por não saber pulsar, não existe um cérebro cansado demais que não para de pensar, não existe um corpo que sente nojo de viver. Não existe. É tudo faz de conta. Faz de conta que você é aquela pessoa, que você não tem um passado, só o presente, que você nasceu agora, e nada importa. Seus amores são perfeitos. Seu coração não dói, seu sorriso insiste em aparecer com tanta frequência e facilidade, que chega a assustar você.

Naquele mundo de faz de conta, só é preciso fazer de conta. De conta que o que você presenciou, não existiu, que ela não existiu. Faz de conta que o sol tem feito parte do seu dia, que o azul do céu nunca foi tão azul, faz de conta. Faz de conta que você gosta de dormir, e não tem medo de sonhar. Que seus olhos não choram, faz de conta que não existe dor, que não existe tristeza, faz de conta que você é forte e que esta seguindo em frente. Tudo bem, não chore, é só um faz de conta, você não precisa fazer. Mas faz de conta que a cova que você tem cavado, é pra enterrar seu passado. Seu passado vivo, que tem sussurrado toda noite: Estou aqui. E após dizer isso, ele sorri pra você.

Eu vou continuar fugindo. O tempo inteiro, exceto durante as noites, quando o sono toma meu corpo, e eu não tenho como escolher. Dai meu passado invade meus sonhos e brinca comigo, ele não brinca de faz de conta, tampouco brinca pra me fazer sorrir. Ele joga tudo em cima de mim, palavras, imagens, me faz lembrar de tudo que eu tenho me empenhado em esquecer. Mentira, eu não tenho me empenhado, eu só tenho me deslocado numa velocidade tao rápida e contraria a essas memorias, que elas acham que eu estou brincando de pega-pega. Desliga, desliga, desliga, desliga, desliga!!! Por favor, desliga. Eu preciso ir pro mundo dois.

domingo, junho 20, 2010

Rio de Janeiro, 19 de Junho de 2010.

Madrugada, aproximadamente 2 AM.

O sangue que corria nas minhas veias fora substituído por álcool. Aquele corpo, aquele enjoo, eu não estava acostumado. Eu parecia rodar 360 graus em menos de um segundo. Meu estomago parecia estar entrelaçado em si, de cabeça pra baixo. Meus olhos pesavam, minha voz era fraca, eu sentia um frio que não era pra estar sentindo. Ali, naquela casa, eu perdi algo mais do que um simples objeto. Dessa vez não havia sido um short ou um mp4 .. Nada do genero. Dessa vez eu perdi algo que esta me fazendo falta. Respirar dói, pensar cansa, viver da nojo. Alguém viu minha vida, minha'alma e minha doçura? Acho que perdi naqueles lençóis sujos que estavam amassados no chão da sala.

Sobre efeito do álcool, de madrugada, com uma caneta nas mãos e um folha, aquela coisa que existe aqui dentro tentou se comunicar. E eu escutei. Sem tirar, nem pôr, ele pulsou exatamente assim:


"Dai você percebe que o que falta em você é racionalidade. Você não ta aqui por amor, ou esta, mas ainda, você esta aqui por compreenção! Ta aqui porque teve uma historia, uma historia que ela acha que apaga com três copos de cerveja, uma historia que ta no seu corpo, queimando. No seu corpo tomado por mais de 6 copos de contini! Você lembra, considera, respeita. Coração pequeno, esmagado por pensamento, coração frágil. Coração que te engana por semanas, por semanas! Coração que te deseja um fim, quem sabe feliz.

Dai você se sente no lugar errado, no mundo errado, respirando o ar errado. O ar que nega tuas narinas, o ar que rejeita teus pulmões, o ar que penetra no seu corpo e sai devastando a vida que você achou que ainda existia em você. Cade seu ar? Cade sua vida? Ainda que triste, pertencia a você. A sua pequena e medíocre vida. Sua voz não dói! Sua voz enjoa! Da vontade de vomitar! De colocar suas lembranças pra fora de mim, como se você nunca existisse! Nunca existisse."


Fica longe dessa vez guria, estas são minhas ultimas palavras. Porque parece que tu esquece as palavras que soam da tua boca. Parece que a desmemoriada aqui és tu. Te olha no espelho, pergunta ao teu reflexo se ele gostaria de ver o que eu vi. Pergunta a ele quem foi você. Perde-se consideração, admiração, respeito e doçura. Não você, mas eu. Procura naqueles lençóis sujos, depois joga no vaso e da descarga. Os esgotos agradecem.

sábado, junho 19, 2010

Viva, morte.

Um viva a mentira. Um viva a mentira bem contada que salva corações pequenos. Um viva a mentira bem contada que mais parece uma verdade. Um viva a mentira bem contada que engana ao próprio mentiroso. Um viva! Um viva ao mentiroso também. Ao mentiroso que sabe contar uma mentira bem contada, ao mentiroso que salva um coração pequeno. Um viva ao mentiroso que te engana, que se engana. Um viva! Ou dois. Ele merece.

Morte a verdade. Morte a verdade que fere, destrói, mata. Morte a verdade que esmaga pequenos corações. Morte a ela! Morte a verdade que dói, que corrói, morte a verdade que teu coração não para de remoer em si. Morte a verdade que queima tua alma, que derrama tuas lágrimas, morte a verdade que te mata toda noite, morte a verdade que torna tuas tardes cinzentas, morte a verdade que te empurra precipício abaixo, morte, morte e morte! E morte ao maldito corajoso que soltou essa verdade.

Um viva a morte, a morte a vida. Se contradiga, minta quando quiser, arque com as consequências. Diga a verdade quando quiser, arque com as dores. Um viva a mentira pode ser irónico. Mas a verdade destrói tanto, quem sabe a mentira não valha mais em algum momento.

quinta-feira, junho 17, 2010

Não é nada.

Não é nada. Não é nada mesmo. É so tristeza acumulada dentro de um coração pequeno.
Não é nada. Não é nada mesmo. São só lágrimas acumuladas dentro de um coração pequeno.
Não é nada. Não é nada mesmo. É só um silêncio sem fim dentro de um coração pequeno.
Não é nada. Não é nada mesmo. É só amor ferido, sangrando, morrendo, reclamando, gritando, implorando, chorando, é só amor. Amor. Só amor.

Amor que não vai embora, amor que não fica estavel, amor que não sabe o que fazer, amor que finge estar inativo e acaba ferindo a mim. É só amor. Amor sorrindo disfarçadamente, amor escondendo tudo atras de olhos apertados. Amor se escondendo, amor covarde. Amor que mata, que destrói, que vai embora.

Não é nada. É só minha vida querendo cair novamente, lágrimas querendo cair novamente, mundo querendo cair novamente, céu querendo cair novamente. Não é nada, é só mais um precipicio levando tudo abaixo, me levando abaixo. Mas vai passar. Vai passar porque não é nada.

Lamúrias.

O ar que penetrava em meus pulmões os faziam latejar de dor, esse ar não era o meu. Tampouco essas pulsações que pareciam massacrar meu... Hm, coração. Também não eram meus, estes olhos que nada enxergavam, e este corpo, vazio. Eu não pertencia a este lugar. Algum anticorpo ativo esta disposto a me fagocitar? Antígenos precisam morrer. Eu preciso.

Eu gostaria daquela paz, aquela que vem do nada, e paira sobre tua cabeça, faz seu coração se manter leve. Achei ate que estava caminhando sobre as nuvens, lembra? Ao teu lado, nada parecia importar. Era você, as nuvens, e eu. E pra qualquer lado que eu fosse, não importava, afinal era tudo céu mesmo. E hoje, em qualquer direção que eu siga, eu desabo. Meu chão não são nuvens, são precipícios me atraindo; Eles dizem que eu posso voar, uma vez ate acreditei. E meu Deus, foi incrível a sensação de hm, voar. Ou melhor, de estar caindo. E estar caindo é praticamente voar, não é? Mas saiba que estar no chão era praticamente hm, estar morto. E não, não é uma sensação boa, ao menos de lá, daquele 'poço', ninguém parecia ouvir minhas lamúrias. Mas voar sim, era indescritível. E morrer também era.

Onde eu estou parece o mar, o meu mar. Daqui eu não vejo o céu, não vejo a terra, não vejo nada. Daqui eu não ouço tua voz, sequer ouço ruídos, não ouço nada mesmo, só o vento que de vez em quando vem me perturbar e me fazer tremer, de frio ou de medo. Queria saber se esse pó semelhante a terra, teria o mesmo gosto que café. Porque água, embora fria e salgada, eu tenho. Saiba que lágrimas não me faltam.

Meu mundo.

Certa vez, eu pedi para que pintassem meu mundo, não exigi sua forma. Mas suas cores. Embora tenha apagado essa descrição, ela esta salva, ou melhor, ela esta viva, pois é meu mundo, o qual eu vivo a muito tempo.. É a pintura dele em preto e branco. E eu no meio, numa mistura dessas duas cores, vagando por aí, meio cinza opaco.

Olhando pro horizonte, entre o céu e o mar, vê-se claramente essas cores, um mar escuro, e um céu branco ofuscante. E ontem percebi como fui contraditório. Se meu mundo é feito dessas cores, ele é tão, mas tão colorido que eu estou enjoando. Sabendo que a cor branca é a fusão de todas, as cores e o preto é a mistura delas, que mundo teria mais cor, senão o meu? Ainda em contradição, sabendo que sou cinza, uma mistura de preto e branco, e levando em conta, que branco é a cor da luz e preto a ausência da mesma. O que eu deveria ser? Meio luz, meio escuridão ou meio nada?

É por isso que meu coração se cala. Por que quando ele pulsa, pulsa tão sem jeito, se condradiz tanto, que um dia seus musculos vão bater em si, e matar-se. Antes em silêncio do que sem vida.

quarta-feira, junho 16, 2010

Mil vezes, mil rosas, mil pedaços.

Quando a escuridão consome o dia, consolando-o vez sim, vez não com uma lua clara no céu, que mal ilumina teu olhar, meu coração se cala. Entretanto, ao contrario de como imaginei, quando a escuridão cessa, dando vez a um céu claro, meu coração misteriosamente ainda se mantem calado.

O motivo de seu silêncio, se dá, talvez pela sua facilidade em se contradizer a todo instante. Hora amargo, hora doce, hora cheio de cores, hora totalmente incolor, hora transbordando palavras e sentimentos, hora transbordando silêncio e frieza. Hoje sem coração, amanha com um coração para dividir em mil pedaços, sendo capaz de amar e cuidar de mil pessoas. E ao mesmo tempo sem nenhuma capacidade de cuidar de si.

Doar-se a mil pessoas parece complicado e exagerado. Mil é o numero dos exagerados, dos amantes incoerentes, que apenas amam. 'Por você eu faria isso mil vezes'; 'Paixão cruel, desenfreada, te trago mil rosas roubadas'. Talvez eu seja amante, talvez eu seja incoerente, talvez eu seja confuso, talvez eu seja apenas eu. Eu, no meu mundo fechado, nublado, chuvoso e solitário.