Um viva a mentira. Um viva a mentira bem contada que salva corações pequenos. Um viva a mentira bem contada que mais parece uma verdade. Um viva a mentira bem contada que engana ao próprio mentiroso. Um viva! Um viva ao mentiroso também. Ao mentiroso que sabe contar uma mentira bem contada, ao mentiroso que salva um coração pequeno. Um viva ao mentiroso que te engana, que se engana. Um viva! Ou dois. Ele merece.
Morte a verdade. Morte a verdade que fere, destrói, mata. Morte a verdade que esmaga pequenos corações. Morte a ela! Morte a verdade que dói, que corrói, morte a verdade que teu coração não para de remoer em si. Morte a verdade que queima tua alma, que derrama tuas lágrimas, morte a verdade que te mata toda noite, morte a verdade que torna tuas tardes cinzentas, morte a verdade que te empurra precipício abaixo, morte, morte e morte! E morte ao maldito corajoso que soltou essa verdade.
Um viva a morte, a morte a vida. Se contradiga, minta quando quiser, arque com as consequências. Diga a verdade quando quiser, arque com as dores. Um viva a mentira pode ser irónico. Mas a verdade destrói tanto, quem sabe a mentira não valha mais em algum momento.
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