quarta-feira, junho 16, 2010

Mil vezes, mil rosas, mil pedaços.

Quando a escuridão consome o dia, consolando-o vez sim, vez não com uma lua clara no céu, que mal ilumina teu olhar, meu coração se cala. Entretanto, ao contrario de como imaginei, quando a escuridão cessa, dando vez a um céu claro, meu coração misteriosamente ainda se mantem calado.

O motivo de seu silêncio, se dá, talvez pela sua facilidade em se contradizer a todo instante. Hora amargo, hora doce, hora cheio de cores, hora totalmente incolor, hora transbordando palavras e sentimentos, hora transbordando silêncio e frieza. Hoje sem coração, amanha com um coração para dividir em mil pedaços, sendo capaz de amar e cuidar de mil pessoas. E ao mesmo tempo sem nenhuma capacidade de cuidar de si.

Doar-se a mil pessoas parece complicado e exagerado. Mil é o numero dos exagerados, dos amantes incoerentes, que apenas amam. 'Por você eu faria isso mil vezes'; 'Paixão cruel, desenfreada, te trago mil rosas roubadas'. Talvez eu seja amante, talvez eu seja incoerente, talvez eu seja confuso, talvez eu seja apenas eu. Eu, no meu mundo fechado, nublado, chuvoso e solitário.

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